O Funpressal torna público seu orçamento para 2019, mostrando previsão de receitas e das despesas. Como o Funpressal tem a Segregação de Massas ( que separa os servidores em 2 Fundos distintos ), os valores de dividem entre o Fundo Financeiro, que custeia as aposentadorias dos servidores que entraram no Município antes de 23/06/2006, e o Fundo Previdenciário para os que entraram pós-corte mencionado.
O orçamento do Fundo Financeiro é de R$ 15,6 milhões, dos quais R$ 15,5 milhões estão previstos apenas para pagamento de Proventos de Inativos e Pensionistas. A Receita Prevista é de apenas R$ 6,86 milhões, uma vez que existe um número cada vez menor de ativos que contribuem para o Fundo Financeiro e o de aposentados só cresce. A diferença entre Despesa e Receita, que pode chegar a R$ 9 milhões, será mais uma vez coberta pelo Tesouro Municipal, na forma de Aporte. Esta diferença em 2018 superou a casa dos R$ 6 milhões.
No Fundo Previdenciário, que é composto pelos servidores mais recentes, a situação é totalmente inversa. Nele a Receita é bem maior do que a despesa, uma vez que os contribuintes são muitos e aumentam ano a ano, e os beneficiários são poucos. Para ser mais preciso apenas 10 pessoas recebem aposentadorias/pensões no Fundo Previdenciário. A receita orçada é de R$ 8,37 milhões ante uma Despesa prevista de apenas R$ 1,29 milhões. Por isso é que o Patrimônio acumulado cresce de forma exponencial no Fundo, uma vez que se as previsões/projeções forem confirmadas, teremos mais de R$ 7 milhões a serem aplicados ao longo do ano, que serão somados ao que os atuais R$ 38,05 milhões ( valor acumulado até 31/12/2018 ) render no Mercado Financeiro.
O Diretor Financeiro Flávio Vieira informa ainda que as Despesas Administrativas são de até 2% do valor gasto por todos os entes do Município em 2018 e não se acumulam ao final do exercício. “Ainda não temos o valor da Despesa Administrativa para 2019, mas assim que a tivermos, ela será divulgada”. Sobre o Aporte o Diretor disse que estudos estão sendo feitos para resolver o problema, que segundo ele “afeta a todos em Salgueiro, sejam servidores ou não, uma vez que são recursos que poderiam ir para outras áreas da Cidade e estão sendo deslocados para o pagamento das aposentadorias do Fundo Financeiro”. Ainda segundo o Diretor, o Plano de Equacionamento deve ficar pronto até Março.
